sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Programação Dezembro de 2011: Terrence Malick

A nossa programação de dezembro será sobre o renomado diretor norte-americano, vencedor da Palma de Ouro deste ano, Terrence Malick.

O Cine Clube Ybitu Katu exibe:

03/12: Terra de Ninguém (Terrence Malick, 1973)
É partindo de um confronto com o habitual, o instituído e o cotidiano miserável a que estão confinados, que o casal protagonista de Badlands, após o assassinato do pai de Holly por Kit, abando- nará a cidadezinha onde moram para embarcar nu- ma jornada amoral marcada por certos momentos de tragédia como também por tantos outros de ple- nitude de vida. Duração: 90 minutos.

10/12: Dias nos Paraíso (Terrence Malick, 1978)
Um dos mais aclamados filmes de todos os tempos, Dias de Paraiso é uma comovente história sobre dois homens que amam a mesma mulher. Richard Gere, um fugitivo da periferia de Chicago, enfrenta um tímido e rico texano (Sam Shepard) pelo amor de Abby (Brooke Adams). Uma extraordinária realização visual e sonora do roteirista e diretor Terrence Malick. Duração: 98 minutos.

17/12: A Árvore da Vida (Terrence Malick, 2011)
Os O'Brien (Brad Pitt e Jessica Chastain) tiveram três filhos, criados com grande rigidez pelo pai. O mais velho deles, Jack (Sean Penn), sempre teve atritos com o pai, em parte por reconhecer em si mesmo um pouco dele. Além disto, já adulto, Jack enfrenta um forte sentimento de culpa devido à morte de seu irmão. Filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes 2011. Duração: 140 min.

sábado, 26 de novembro de 2011

26/11: Curta-metragem: Canabraba - A Necessidade da Expressão e Longa-Metragem: O Profeta das Águas - COM A PRESENÇA DE REINALDO VOLPATO

Curta-metragem: Canabrava - A Necessidade da Expressão (Romildo Sant'Anna e Reinaldo Volpato, 1987)
Documentário sobre os irmãos Scarelli, dois bóias frias que pintam quadros. Recebeu o prêmio de melhor filme no Rio Cine Festival em 1988.

Longa-metragem: O Profeta das Águas (Leopoldo Nunes, 2005; Produção e Montagem: Reinaldo Volpato)

De 1986 até 2005, o diretor acompanhou a Aparecido Galdino Jacintho, conhecido como Profeta das Águas. O líder religioso liderou, nos anos 70, em plena ditadura militar, um exército de salvação para proteger o rio Paraná da construção da hidrelétrica de Ilha Solteira. Galdino ficou detido como preso político no DOPS e DOI-CODI e depois foi internado no hospital psiquiátrico de Franco da Rocha. Hoje, aos 80 anos, Aparecido Galdino ainda não perde a oportunidade de profetizar, tendo voz ativa na comunidade onde vive. Recebeu o prêmio de melhor filme de longa metragem no VIII Festival Internacional de Cinema Ambiental – Goiás, prêmios de melhor diretor, melhor documentário, melhor longa metragem e melhor filme no Festival de Cinema Ambiental de Pacoti – Ceará, prêmio melhor filme tema “água” do Ecocine, São Paulo Direção: Leopoldo Nunes. Montagem e produção: Reinaldo Volpato. Duração: 83 minutos.

NÃO PERCAM: A SESSÃO CONTARÁ COM A PRESENÇA DO DIRETOR, MONTADOR E PRODUTOR REINALDO VOLPATO. APÓS A SESSÃO, REINALDO VOLPATO PARTICIPARÁ DE UM DEBATE SOBRE OS SEUS FILMES.

Acesse aqui o artigo: Reflexões sobre Cinema e História: O Filme “O Profeta das Águas” na
perspectiva histórica escritor por Silmara Cristiane Fonseca, mestra em História Social FFLCH/USP.

Biografia: Reinaldo Volpato

Cineasta formado pela ECA/USP em 1975 é diretor, produtor, roteirista e montador de filmes cinematográficos e programas de televisão. Dirigiu o longa metragem ABRASASAS e os curtas Doces e Salgados, Bóias Frias, Pau pra Toda Obra, Pergunta de Amor, Paixão Maria, Canabraba – A Necessidade da Expressão e Linhas Tortas, todos com eles com inúmeros prêmios em festivais nacionais. Na TV Cultura foi repórter no programa Hora da Notícia e diretor do RTC Interior e do Viola, Minha Viola; foi montador dos programas Globo Repórter, Domingo Gente e Jornal Hoje e diretor do Gente Que Faz; foi gerente executivo de programação da TV Brasil. Produziu e montou O Profeta das Águas em parceria com a TV Cultura e TV SESC e dirigiu Os Favoritos dos Santos Reis, ambos documentários. Está produzindo o documentário A Moda É Viola em co-produção com a TV Cultura e o longa metragem ficção Estranhas Cotoveladas, na cidade de Botucatu.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

19/11: Curta-metragem: Blábláblá (Andrea Tonacci, 1968) e Longa Metragem: Bang Bang (Andrea Tonacci,1971) - COM A PRESENÇA DE ANDREA TONACCI

Blábláblá - Andrea Tonacci (1968)

Sinopse
O sentido do poder e da palavra em crise situam o homem que os manipula numa idêntica crise pessoal, humana. A farsa do discurso de intenção humanista é total e absoluta. Um ditador num momento de uma grave crise nacional, institucional, confrontado na cidade e no campo por revoltas e guerrilha, na busca de uma paz ilusória, faz um longo pronunciamento pela televisão. Mas a realidade impõe-se à sua ficção e o controle da situação escapa-lhe das mãos. Sobra-lhe uma patética confissão antes de ser tirado do ar. Duração: 28 minutos.

Bang Bang - Andrea Tonacci (1971)

Sinopse

Homem neurastênico que, durante a realização de um filme, se vê envolvido em várias situações como o romance com uma bailarina espanhola, perseguições, discussões com um motorista de táxi e o enfrentamento com um bizarro trio de bandidos. Um dos filmes mais revolucionários da história do cinema brasileiro. Duração: 86 minutos.

NÃO PERCAM: A SESSÃO CONTARÁ COM A PRESENÇA DO DIRETOR ANDREA TONACCI. APÓS A SESSÃO, ANDREA TONACCI PARTICIPARÁ DE UM DEBATE SOBRE OS SEUS FILMES E A PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA BRASILEIRA.

Biografia: Andrea Tonacci

Sem dúvida um dos maiores nomes do cinema nacional, Andrea Tonacci nasceu em Roma em 1944 e veio para ao Brasil com a família aos nove anos de idade, indo morar em São Paulo, onde reside até hoje. Foi pioneiro no país no uso de equipamento de vídeo portátil e um dos principais integrantes do chamado Cinema Marginal, ao lado de Rogério Sganzerla, Julio Bressane e Carlos Reichenbach. Seu primeiro filme foi o curta Olho por Olho (1965). Depois, vieram Blablablá (1968), com Paulo Gracindo, e o clássico Bang Bang (1970), considerado obra-prima do Cinema Marginal e um dos maiores filmes da história do cinema nacional. Entre 1977 e 1984, foi bolsista da John Simon Guggenheim Memorial Foundation, dedicando-se à pesquisa da linguagem audiovisual. Nesse mesmo período, realizou ampla documentação das culturas indígenas das Américas, com filmes como Conversas do Maranhão (1977), Guaranis do Espírito Santo (1979) e Os araras (1980/81). Nos anos 2000, volta a produzir um longa-metragem, o aclamadíssimo Serras da Desordem (2006), premiado em diversos festivais nacionais e internacionais e considerado por muitos, um dos melhores filmes brasileiros do século XXI. Atualmente, ele produz, escreve, dirige e fotografa documentários, ficcção e filmes institucionais. Ele ainda possui e dirige a Extrema, uma produtora dedicada a filmes independentes.